Israel acusou o grupo islâmico palestino Hamas de usar os hospitais da Faixa de Gaza para camuflar sua infraestrutura de comando e para esconder combustível. A declaração foi pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), contra-almirante Daniel Hagari, em entrevista coletiva, na sexta-feira (27).
Hagari frisou que, de acordo com a inteligência israelense, há combustível nos hospitais, que são utilizados pelo Hamas para abastecer sua infraestrutura. O governo de Benjamin Netanyahu tem se recusado sistematicamente a permitir a entrada de combustível na Faixa de Gaza, apesar dos apelos feitos nos últimos dias pela comunidade internacional, devido ao colapso de serviços essenciais no território, como os de energia elétrica e de abastecimento de água.
Hagari ilustrou sua apresentação com uma série de fotos aéreas, gravações de áudio e uma animação em computador de como seria a instalação do Hamas nos hospitais do enclave, especialmente em Al Shifa, na Cidade de Gaza, o maior da região.
De acordo com o Exército israelense, essa instalação seria uma complexa rede de túneis e salas no subsolo do hospital, nos quais um sofisticado centro de comando e controle teria sido instalado pela organização palestina, autora dos ataques terroristas contra Israel no último dia 7 de outubro.
Hamas nega versão de Israel
O Hamas classificou como infundada a acusação de Israel, por meio de uma declaração de Izzat Al Rishaq, líder e membro do gabinete político do grupo.
“Essas mentiras representam o prelúdio de um novo massacre contra o nosso povo, maior do que o ocorrido no Hospital Batista Al Ahli”, afirmou, referindo-se à explosão do dia 17 de outubro, que se acredita ter sido causada por um foguete disparado por Israel.
“Mais de 40 mil pessoas buscaram refúgio no hospital Al Shifa, pois foram deslocadas pelo bombardeio que atingiu tudo. Pedimos aos líderes dos países árabes e muçulmanos que tomem medidas e parem o genocídio contra nosso povo”, acrescentou Rishaq.
Fonte: EFE
Fonte: EFE











Comente este post