Israel e o Hamas concordaram em prolongar a sua trégua por, pelo menos, mais um dia, permitindo a libertação de mais reféns detidos pelo grupo militante em Gaza.
Os dois lados anunciaram a prorrogação minutos antes do término do cessar-fogo, às 7h, horário local, da quinta-feira (30), ressaltando a natureza tensa das negociações.
A trégua começou em 24 de novembro, marcando a primeira interrupção dos combates desde o início da guerra, em 7 de outubro. Naquele dia, o Hamas atacou comunidades do sul de Israel a partir de Gaza, matando 1.2 mil pessoas e levando cerca de 240 cativas.
Segundo o acordo, o Hamas liberta alguns desses reféns todos os dias, enquanto Israel liberta palestinos presos. Além disso, Israel está a permitir mais ajuda a Gaza, onde as Nações Unidas afirmam que a situação humanitária é “catastrófica” após os ataques aéreos retaliatórios de Israel e uma ofensiva terrestre.
As conversações foram mediadas principalmente pelo Qatar, com envolvimento americano e egípcio. Os EUA saudaram a extensão.
“O processo está produzindo resultados”, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, na quinta-feira em Tel Aviv, antes de se reunir com o presidente israelense, Isaac Herzog. “É importante e esperamos que continue.”
O Qatar disse que persistirá nos seus esforços para mediar o fim permanente das hostilidades. O Estado do Golfo conseguiu, juntamente com os EUA e o Egito, mediar o acordo de trégua inicial, que entrou em vigor em 24 de novembro.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse repetidamente que a guerra continuará até que o Hamas, considerado uma organização terrorista pelos EUA e pela União Europeia, seja destruído.
“Não há situação em que não voltemos a lutar até o fim”, disse Netanyahu na quarta-feira. “Todo o gabinete de segurança está por trás disso. Todo o governo está por trás disso. Os soldados estão por trás disso. As pessoas estão por trás disso. Isso é exatamente o que faremos.”
O Hamas libertou mais 10 reféns na quinta-feira (30) – cinco crianças e cinco mulheres, incluindo cidadãos com dupla nacionalidade dos EUA, Alemanha e Holanda. Israel libertou 30 palestinos das prisões. Num acordo separado, o Hamas libertou quatro cidadãos tailandeses e dois russos-israelenses.
Após a última troca, acredita-se que 145 reféns ainda estejam detidos em Gaza. Ainda não se sabe quantos deles estão mortos ou são soldados.
Mais de 15 mil pessoas foram mortas em Gaza, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.
Embora o cessar-fogo continue em vigor, houve um ataque a tiros em Jerusalém na quinta-feira (30). Moradores da parte oriental da cidade, de maioria árabe, mataram três pessoas, antes de serem mortos, disse a polícia israelense.
Herzog disse a Blinken que era mais um exemplo da “guerra sem fim que estamos travando contra organizações terroristas, especialmente o Hamas”.
Fonte: Time











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