Um terremoto no Chile, de magnitude 7, 4 assustou moradores de várias cidades brasileiras.
A empresária Giovanna Bertola jogava baralho com o filho em Praia Grande, no litoral de São Paulo, quando tudo começou a se mexer.
“Eu falei com meu filho: ‘Para de mexer porque as cartas vão embaralhar. Olhamos para cima e o lustre estava se mexendo. Tentei levantar, mas deu aquela tontura”, contou.
Lustres balançaram também na capital paulista.
A maior parte dos relatos sobre o tremor da noite de quinta-feira (18) foi na Grande São Paulo. Houve registros também em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina. Em Uberlândia, o susto dos moradores que se mudaram há pouco tempo para um prédio foi grande.
O epicentro do terremoto de 7,4 de magnitude foi próximo a San Pedro de Atacama, no norte do Chile, a mais de 100 km de profundidade. Ninguém ficou ferido no país.
O terremoto no Chile foi na noite de quinta-feira (18), às 22h50. A ruptura da rocha que fica embaixo da terra teve uma extensão de aproximadamente 30 km. E quando ela quebrou, liberou ondas, e essas ondas se espalharam por todo o continente causando vibrações.
As ondas que causaram tudo isso chegaram ao Brasil cerca de 8 minutos depois do início do terremoto no Chile. Aqui, elas duraram cerca de 10 segundos, e pelo gráfico dá para ter ideia porque muitas pessoas sentiram as paredes tremerem.
O pesquisador do Centro de Sismologia da USP explica que o tipo de rocha sedimentar, que fica embaixo da terra, ajuda a aumentar a sensação dos tremores. Mas eles não são fortes o suficiente para causar estragos.
“Os sedimentos têm a característica de amplificar as ondas sísmicas quando da passagem de um terremoto. E aliado ao fato desse terremoto ter sido à noite, aumentaram as chances das pessoas sentirem esses tremores. Mas não há chances de danos estruturais e nem para as pessoas”, explica Bruno Colaço, pesquisador do Centro de Sismologia da USP.
Fonte: g1











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