O presidente da Rússia, Vladimir Putin, lançou, nesta quinta-feira (27), um submarino movido a energia nuclear, equipado com mísseis Zircon hipersônicos capazes de viajar a várias vezes a velocidade do som.
As agências de notícias russas disseram que Putin lançou a embarcação, chamada Perm em homenagem a uma cidade nos Urais, com a ordem: “Eu autorizo!”
As agências russas, citando documentos associados ao lançamento, disseram que o Perm é o primeiro submarino movido a energia nuclear a ser equipado com mísseis Zircon como um recurso padrão.
Os mísseis Zircon têm um alcance de 900 km e sua velocidade os torna muito difíceis de se defender.
O Perm é o sexto submarino nas classes Yasen e Yasen-M da Rússia construído pelo estaleiro naval Sevmash, perto de Murmansk.
Os relatórios da agência russa disseram que as especificações de construção da embarcação diferiam ligeiramente dos modelos anteriores da mesma classe.
As agências disseram que, enquanto estava em Murmansk, Putin visitou um submarino chamado Arkhangelsk, também da mesma classe, e visitou a empresa Atomflot, que supervisiona os projetos de navios quebra-gelo da Rússia.
Região da Otan pode ser teste de ataque à Europa
Moscou mirou em arquipélago do Ártico devido à importância estratégica e histórico da época da Guerra Fria.
No tabuleiro desse perigoso jogo geopolítico estão Oslo, os aliados da Otan, o governo Trump e até uma figura central da equipe que Putin enviou à Arábia Saudita para negociar o futuro da Ucrânia.
Quase mil quilômetros separam Tromsø, a cidade mais ao norte da costa norueguesa, e Svalbard, um arquipélago do Ártico que constitui uma das zonas geográficas mais remotas da Otan – e o mais recente foco de conflito entre a Rússia de Vladimir Putin e um dos aliados.
Com uma população residente de cerca de três mil pessoas, o arquipélago é um ponto de importância estratégica redobrada para os russos. É por isso, dizem especialistas, que neste mês Moscou apostou suas fichas em acusações à Noruega de estar violando o tratado que rege o arquipélago, no que pode ser, dizem, o prenúncio de um ataque-teste à Europa.
“Svalbard é indiscutivelmente remoto e frio, mas o arquipélago está estrategicamente posicionado, e a Rússia pode muito bem decidir usá-lo como um caso de teste – o que significa que é hora de começarmos a ficar de olho em Svalbard”, escreve Elisabeth Braw, da Iniciativa de Segurança Transatlântica do Atlantic Council.
Fonte: Reuters/CNN News











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