Autoridades da República Dominicana disseram, no domingo (21), que confiscaram parte da cocaína transportada por uma lancha que foi destruída recentemente pela Marinha dos EUA, enquanto o governo Trump realiza uma polêmica missão antinarcóticos no sul do Caribe.
Em uma coletiva de imprensa, a Direção Nacional de Controle de Drogas da República Dominicana disse ter recuperado 377 pacotes de cocaína do barco que supostamente transportava 1.000 quilos da droga.
Autoridades disseram que o barco foi destruído cerca de 80 milhas náuticas ao sul de Isla Beata, uma pequena ilha que pertence à República Dominicana. A Marinha da República Dominicana trabalhou em conjunto com autoridades americanas para localizar a lancha que supostamente tentava atracar na República Dominicana e usar o país como “ponte” para transportar cocaína para os Estados Unidos.
“Esta é a primeira vez na história que os Estados Unidos e a República Dominicana realizam uma operação conjunta contra o narcoterrorismo no Caribe”, disse a diretoria em um comunicado.
Em agosto, os EUA enviaram oito navios de guerra e um submarino para o sul do Caribe, no que o governo Trump disse ser uma missão para combater o tráfico de drogas.
A Casa Branca diz que a flotilha destruiu três lanchas que transportavam drogas até agora em ataques separados que mataram mais de uma dúzia de pessoas a bordo das embarcações.
Grupos de direitos humanos disseram que os ataques aos barcos equivalem a execuções extrajudiciais e, na sexta-feira, dois senadores democratas apresentaram uma resolução no Congresso que busca impedir o governo de realizar novos ataques.
O governo Trump diz que pelo menos dois dos barcos afundados partiram da Venezuela, cujo presidente é frequentemente descrito por autoridades da Casa Branca como um traficante de drogas e líder de uma gangue conhecida como Cartel dos Sóis.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nega as acusações e descreveu o reforço naval dos EUA no Caribe como um ataque ao seu país.
Fonte: Associated Press (AP)/Manuel Rueda











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