O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, a chamada transmissão vertical, como problema de saúde pública. O anúncio foi feito pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (!%).
Segundo Padilha, o Conselho da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) em conjunto com representantes da OMS visitará o Brasil esta semana para a entrega oficial da certificação ao governo brasileiro.
“Significa que o Brasil conseguiu eliminar graças ao SUS [Sistema Único de Saúde], aos testes rápidos das unidades básicas de saúde, aos testes do pré-natal, às gestantes que têm HIV tomarem a medicação pelo SUS”, disse Padilha.
O ministro lembrou que há algumas décadas o Brasil tinha iniciativas filantrópicas para manutenção de abrigos para órfãos com HIV, que haviam perdido os pais em decorrência da Aids.
“Abrigavam aqueles bebês que tinham nascido com HIV e seus pais tinham morrido. A gente não tem mais isso no nosso país, felizmente, nem a transmissão do HIV da gestante para o bebê”, comemorou.
Segundo o ministro, o Brasil apresentou um dossiê à organização mundial no mês julho com os dados do SUS no Brasil.
Principais Medidas de Prevenção
O risco de transmissão, que pode chegar a 25% sem intervenção, cai para menos de 2% com o tratamento adequado. As ações fundamentais incluem:
- Pré-natal e Testagem: Realização de testes de HIV em todos os trimestres da gravidez para diagnóstico precoce.
- Terapia Antirretroviral (TARV): Uso contínuo de medicamentos pela gestante para manter a carga viral indetectável.
- Profilaxia no Parto: Administração de antirretrovirais injetáveis (como o AZT) durante o trabalho de parto, se necessário.
- Cuidados com o Recém-nascido: O bebê deve receber xarope antirretroviral logo após o nascimento e realizar exames de carga viral para monitoramento.
- Suspensão da Amamentação: O vírus pode ser transmitido pelo leite materno, mesmo em mães com carga viral negativa. No Brasil, o SUS garante o acesso gratuito a fórmulas infantis para substituir o aleitamento.
Fonte: Agência Brasil/Fabíola Sinimbú











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