Um ataque dos EUA a um barco na costa da Venezuela matou seis supostos traficantes de drogas, na terça-feira (14), disse o presidente Donald Trump, na mais recente operação do tipo nas últimas semanas, enquanto os EUA aumentam as forças militares na região.
O ataque é o exemplo mais recente dos esforços de Trump para usar o poder militar dos EUA de maneiras novas e, muitas vezes, legalmente controversas, desde o envio de tropas americanas ativas para Los Angeles até a realização de ataques antiterrorismo contra suspeitos de tráfico de drogas.
Em uma publicação no Truth Social, Trump disse que o ataque foi realizado contra uma organização terrorista designada, mas não forneceu detalhes sobre qual grupo.
“A inteligência confirmou que a embarcação traficava narcóticos e estava associada a redes narcoterroristas ilícitas”, disse Trump, sem fornecer provas.
Um vídeo de aproximadamente 30 segundos, publicado por Trump, parece mostrar uma embarcação parada em um corpo d’água sendo atingida por um projétil antes de explodir.
O Pentágono revelou recentemente ao Congresso que Trump determinou que os Estados Unidos estão envolvidos em “um conflito armado não internacional” com cartéis de drogas.
Alguns ex-advogados militares dizem que as explicações legais dadas pelo governo Trump para matar suspeitos de tráfico de drogas no mar em vez de prendê-los não atendem aos requisitos da lei da guerra.
Um grande reforço militar dos EUA está ocorrendo no sul do Caribe. Além das aeronaves F-35 em Porto Rico, há oito navios de guerra americanos na região, transportando milhares de marinheiros e fuzileiros navais, e um submarino com propulsão nuclear.
O governo Trump forneceu poucas informações sobre os ataques anteriores, incluindo as identidades dos mortos ou detalhes sobre a carga.
Recompensa por Maduro sobe para US$ 50 milhões
O presidente venezuelano Nicolás Maduro tem alegado repetidamente que os EUA esperam tirá-lo do poder. Em agosto, Washington dobrou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões, acusando-o de ligações com o narcotráfico e grupos criminosos, o que Maduro nega.
Fonte: Reuters/Idrees Ali e Phil Stewart











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