Dezenas de robôs humanoides fabricados na China exibiram suas habilidades atléticas em rápida evolução e suas capacidades de navegação autônoma ao ultrapassarem corredores humanos em uma meia maratona em Pequim, no domingo (19), destacando os rápidos avanços tecnológicos do setor.
A edição inaugural da corrida, no ano passado, foi repleta de contratempos, e a maioria dos robôs não conseguiu terminar. O robô campeão do ano passado registrou um tempo de 2 horas e 40 minutos, mais que o dobro do tempo do vencedor humano da corrida convencional.
O contraste deste ano foi gritante. Não só o número de equipes participantes aumentou de 20 para mais de 100, como vários robôs líderes foram visivelmente mais rápidos do que atletas profissionais, vencendo os competidores humanos por mais de 10 minutos.
Diferentemente do ano passado, quase metade dos robôs participantes navegou pelo terreno mais difícil de forma autônoma, em vez de serem guiados por controle remoto durante a corrida de 21 km (13 milhas). Os robôs e 12.000 homens e mulheres correram em pistas paralelas para evitar colisões.
O robô vencedor, desenvolvido pela marca chinesa de smartphones Honor, completou a corrida em 50 minutos e 26 segundos, vários minutos mais rápido que o recorde mundial da meia maratona estabelecido pelo corredor ugandense Jacob Kiplimo em Lisboa no mês passado.
As equipes da Honor, uma empresa derivada da Huawei, conquistaram os três lugares do pódio, todas com navegação autônoma e tempos que bateram recordes mundiais. Du Xiaodi, engenheiro da Honor e membro da equipe vencedora, afirmou que o robô estava em desenvolvimento há um ano e foi equipado com pernas de 90 a 95 cm de comprimento para imitar corredores humanos de elite, além da tecnologia de resfriamento líquido utilizada em seus smartphones.
Du afirmou que o setor ainda está em fase inicial, mas estava confiante de que os humanoides acabariam por remodelar muitas indústrias, incluindo a manufatura.
“A primeira impressão pode não parecer significativa, mas permite a transferência de tecnologia, por exemplo, para confiabilidade estrutural e refrigeração, e eventualmente para aplicações industriais”, disse Du.
Fonte: Reuters/Eduardo Baptista e Laurie Chen











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