O novo governo de direita do Chile começou a usar máquinas pesadas para cavar trincheiras ao longo de sua fronteira norte com o Peru, cumprindo a promessa de campanha do presidente José Antonio Kast de reprimir a imigração ilegal e aumentar a presença militar na fronteira.
Kast, que assumiu o cargo na semana passada, prometeu durante a campanha instalar barreiras físicas em pontos de passagem de fronteira importantes para impedir entradas não autorizadas. Na segunda-feira, ele inspecionou o início da construção perto do posto fronteiriço de Chacalluta, onde afirmou que as medidas visavam restaurar o controle do Estado.
“Queremos usar retroescavadeiras (caminhões) para construir um Chile soberano que foi violado pela imigração ilegal, pelo narcotráfico e pelo crime organizado”, disse Kast durante a inspeção do início das obras.
Durante a visita, o presidente subiu em uma das escavadeiras e cumprimentou os militares estacionados na área.
Kast afirmou que pretende liderar um “governo de emergência” focado na estabilização das finanças públicas e no combate ao narcotráfico. Desde que assumiu o cargo, ele emitiu diversos decretos reforçando a segurança ao longo da fronteira norte do Chile.
Segundo Kast, as travessias irregulares trouxeram mais de 180 mil pessoas para o Chile nos últimos anos, e as novas barreiras eram necessárias para conter o fluxo migratório.
O Chile é amplamente considerado um dos países mais seguros da América Latina, de acordo com dados da ONU, embora o aumento do crime organizado nos últimos anos tenha levado a uma onda de insegurança e a um aumento nos homicídios.
Defensores dos direitos humanos e grupos de migrantes manifestaram preocupação com a agenda de imigração linha-dura do governo, que poderia colocar os migrantes em perigo.
“As políticas migratórias devem levar em consideração não apenas a segurança, mas também princípios fundamentais como o devido processo legal, a unidade familiar, o melhor interesse da criança e o respeito aos tratados internacionais de direitos humanos”, afirmou Osvaldo Llinás
Quintero, diretor do Observatório Chileno de Governança Migratória e Direitos Humanos, em uma publicação no Instagram.
Fonte: Reuters/Natalia Siniawski e Fabian Cambero











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