Os Estados Unidos e o Equador realizaram uma operação conjunta visando o tráfico de drogas no país sul-americano, disseram autoridades de ambos os países, nesta sexta-feira (6), com os EUA classificando a ação como “operações cinéticas letais”.
Nem o Comando Sul dos EUA, um ramo de suas forças armadas que supervisiona as forças na América Latina, nem o Ministério da Defesa do Equador, disseram se alguém foi morto ou capturado no ataque, que o Equador denominou Operação “Extermínio Total”.
As operações utilizaram helicópteros, aviões, barcos fluviais e drones para localizar e bombardear um campo de treinamento de traficantes de drogas no nordeste do Equador, próximo à fronteira com a Colômbia, informou o Ministério da Defesa do Equador em um comunicado.
O acampamento pertencia aos Comandos de la Frontera (CDF), um grupo criminoso colombiano formado por dissidentes das FARC, e tinha capacidade para 50 pessoas, acrescentou.
O presidente equatoriano Daniel Noboa fez da repressão militar ao crime organizado um pilar de seu governo, e seu governo impôs tarifas ao seu vizinho maior, a Colômbia, acusando-o de não fazer o suficiente para combater o narcotráfico.
Ele deverá viajar para Miami neste fim de semana para participar da cúpula “Escudo das Américas” do governo Trump, que reúne muitos líderes de direita de toda a região com foco em segurança regional e crime organizado .
“Os Estados Unidos são um aliado fundamental nessa luta”, afirmou o Ministério da Defesa.
“A pedido do Equador, o Departamento de Guerra executou uma ação direcionada para promover nosso objetivo comum de desmantelar as redes narcoterroristas”, escreveu o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, na página X.
A operação seguiu-se a uma operação semelhante entre os EUA e o Equador, anunciada pelo Comando Sul dos EUA no início desta semana.
Fonte: Reuters/Jasper Ward e Alexandra Valencia











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