A Milena fez tudo direitinho: abasteceu num posto conhecido que ela considerava confiável. Ainda assim, foi vítima. O combustível era adulterado.
“E aí eu abasteci lá, meu carro começou a morrer. Levei no mecânico, ele fez teste, ele falou: Milena, isso aqui é combustível adulterado. Levei também no autoelétrico. Depois, ele começou a perder força na subida. A minha sorte é que o meu tio é mecânico, guinchei o carro até São Carlos, que ele mora lá, e eram os bicos injetores. Aí ele trocou os bicos”.
Abastecer nos chamados postos com bandeira é uma das estratégias para minimizar o risco de cair no golpe. Mas nem sempre dá para evitar o pior.
A mecânica Luciana Félix diz que alguns sinais são instantâneos. Outros, podem levar mais tempo para aparecer. “Luz da injeção acesa, e essa luz é indicada no painel do carro, perda da potência e baixo rendimento. O carro consome mais, responde devagar nas acelerações. Problemas na injeção, como falha, engasgo. Então ele fica instável. Fumaça excessiva ou odor diferente no escapamento. Às vezes, quando o cliente para o carro, ele sente aquele odor. Ele vem de um combustível de má qualidade e um consumo elevado”.
Segundo a Luciana, o sistema de injeção é o mais prejudicado pelo combustível ruim. Mas os bicos injetores, o filtro e a bomba de combustível também são danificados.
Fonte: CNN Brasil/Leopoldo Rosa











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