A Operação “Caminhos Seguros” 2026, uma ação nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com a participação das Secretarias de Segurança Pública dos Estados, teve início na segunda-feira (4).
No Espírito Santo, a operação é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), por meio da Gerência de Operações Integradas. Pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), a coordenação operacional está a cargo da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Div-Deam). Já na Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), a atuação é coordenada pela Divisão de Direitos Humanos. A ação conta, ainda, com a participação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Grande Vitória e das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) do interior do Estado, além do apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A operação tem como objetivo promover uma atuação integrada entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com foco na prevenção e repressão ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, além de fortalecer a proteção integral a esse público.
A chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e coordenadora estadual das operações nacionais envolvendo grupos vulneráveis, delegada Cláudia Dematté, destacou a importância da atuação conjunta das forças de segurança e o caráter preventivo da ação. “Estamos dando início à Operação Caminhos Seguros em todo o Brasil, sob coordenação do Ministério da Justiça e com atuação integrada das forças de segurança. No Espírito Santo, unimos Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal em ações de prevenção, repressão e orientação, com foco no enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes, especialmente o abuso e a exploração sexual, que muitas vezes ocorrem em rodovias. Nosso objetivo é responsabilizar os autores desses crimes, mas, sobretudo, prevenir para que nenhuma criança ou adolescente seja vítima de violência”, afirmou.
A comandante da Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica e Proteção da Mulher (CIMU) e coordenadora administrativa das operações nacionais envolvendo grupos vulneráveis, major Jaqueline Pandolfi, ressaltou a importância da conscientização da população e do uso dos canais de denúncia. “Estamos nas ruas orientando a população sobre as formas de violência e violação de direitos que atingem crianças e adolescentes, além de divulgar os canais de denúncia. Em situações de flagrante, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Já denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100 ou pelo 181. É fundamental que o cidadão forneça o máximo de informações possível para que as equipes possam agir com rapidez. Também alertamos que muitos desses crimes ocorrem dentro do ambiente familiar, praticados por pessoas próximas, o que exige ainda mais atenção da sociedade”, explicou.
O titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Marcelo Cavalcanti, reforçou o papel do Maio Laranja na conscientização da sociedade e a responsabilidade coletiva na proteção das vítimas. “O mês de maio marca o Maio Laranja, um movimento nacional de conscientização sobre o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. É um período dedicado a alertar a população sobre essa grave realidade, que muitas vezes ocorre dentro de casa e é praticada por pessoas que deveriam proteger. As vítimas costumam apresentar sinais, como mudanças de comportamento e queda no rendimento escolar. Diante disso, é fundamental que familiares, responsáveis e toda a rede de proteção busquem os órgãos competentes. Denunciar é um dever. O silêncio protege o agressor”, destacou.
A violência contra crianças e adolescentes é uma realidade grave, com impactos profundos no desenvolvimento físico, emocional, social e educacional das vítimas. A Operação Caminhos Seguros 2026 reforça o compromisso das forças de segurança pública com a defesa dos direitos da infância e da juventude, por meio de ações integradas em todo o território nacional.
Fonte: Assessoria PCES











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