Depois de revogar o visto contra autoridades palestinas que iriam até a Assembleia Geral da ONU neste mês de setembro, o governo dos Estados Unidos planeja novas sanções contra outros países no evento, que ocorrerá em Nova York.
Entre os alvos está o Brasil, que tradicionalmente ocupa um lugar de destaque na reunião dos membros, que ocorre no dia 22 de setembro. Além das autoridades brasileiras, também seriam alvo de restrições e sanções as delegações do Irã, Sudão e Zimbábue. As informações são da Associated Press citando um memorando interno do Departamento de Estado.
Parte dessas restrições seria relacionada a capacidade para viajar para fora da cidade de Nova York, impedindo contatos com outras autoridades dos Estados Unidos e até mesmo reuniões bilaterais fora do estado.
A possibilidade da revogação de vistos também não é descartada, porém, não deve ser adotada contra esse grupo de países, segundo o memorando.
Essa reportagem destaca que não há informações se as potenciais restrições afetariam o presidente Lula ou membros do governo. O brasileiro será, como é tradição, o primeiro orador da reunião da Assembleia Geral.
Os movimentos de diplomatas seriam severamente limitados. Além disso, há uma proposta de impedir as autoridades de realizar compras em grandes lojas de atacado exclusivas para membros da ONU.
A medida seria mais uma forma de retaliação ao governo brasileiro após o tarifaço de 50% contra produtos importados. Parte dessa retaliação acontece por motivos políticos e não econômicos, especialmente pela defesa do presidente americano, Donald Trump, ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que é julgado pelo STF.
Trump pede o fim do julgamento e já estabeleceu restrições contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, e outros ministros da corte.
A AP afirma que o Departamento de Estado estava analisando também a elaboração de regras que permitiriam impor termos e condições para a adesão a clubes atacadistas por todos os diplomatas estrangeiros nos EUA.
EUA revogam vistos de autoridades palestinas
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que negou e revogou vistos dos membros da Organização para a Libertação da Palestina e da Autoridade Palestina antes da reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece entre 23 e 29 de setembro.
Com isso, autoridades, como o presidente Mahmoud Abbas, não poderão viajar até Nova York para fazer um discurso no encontro anual dos países-membros da ONU.
De acordo com o ‘acordo de sede’ da ONU, os Estados Unidos não podem impedir acesso de diplomatas e autoridades estrangeiras para a Organização das Nações Unidas. Porém, a defesa americana é que se pode negar visto por ‘segurança, terrorismo e política externa’.
Essa decisão ocorre depois das imposições dos EUA em julho contra membros da Autoridade Palestina e da Organização para Libertação da Palestina.
‘De acordo com a legislação dos EUA, o Secretário de Estado Marco Rubio está negando e revogando vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina e da Autoridade Palestina antes da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas. O governo Trump foi claro: é do interesse da nossa segurança nacional responsabilizar a OLP e a AP por não cumprirem seus compromissos e por prejudicarem as perspectivas de paz’, escreve o comunicado.
Para que possam voltar a ser consideradas ‘parceiras de paz’, os EUA diz que ‘elas devem repudiar consistentemente o terrorismo, incluindo o massacre de 7 de outubro, e acabar com o incitamento ao terrorismo na educação, conforme exigido pela legislação dos EUA e prometido pela Organização para Libertação da Palestina’.
Em seu comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a missão da Autoridade Palestina na ONU não seria incluída nas restrições, mas sem informar maiores detalhes.
A decisão do governo Trump também acontece em um momento de grande apoio internacional, principalmente entre as potências europeias, contra a incursão de Israel na Faixa de Gaza, que já afirmou que pretende controlar todo o território.
Fonte: CBN











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