As autoridades de combate a incêndios de Hong Kong disseram que esperam concluir as operações de busca e resgate nesta sexta-feira (28), após o pior incêndio da cidade em quase 80 anos ter devastado um enorme complexo de apartamentos, matando pelo menos 94 pessoas e deixando dezenas desaparecidas.
Os bombeiros conseguiram conter em grande parte o incêndio que destruiu o complexo habitacional Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, ao norte de Taiwan. O conjunto de oito torres, que abrigava mais de 4.600 pessoas, estava em reforma e envolto em andaimes de bambu e telas verdes quando o fogo começou e se alastrou rapidamente na tarde da quarta-feira (26).

A polícia informou ter prendido três funcionários de uma construtora sob suspeita de homicídio culposo por usarem materiais inseguros, incluindo placas de espuma inflamável que bloqueavam as janelas.
Na manhã dessa sexta-feira (28), os bombeiros continuaram trabalhando no complexo que ainda estava em chamas.
“Vamos nos esforçar para entrar à força em todas as unidades dos sete prédios, para garantir que não haja outras possíveis vítimas”, disse o vice-diretor do Corpo de Bombeiros, Derek Chan, a repórteres na manhã de sexta-feira.
Até 279 pessoas constavam como desaparecidas na madrugada de quinta-feira, mas esse número não foi atualizado há mais de 24 horas. Chan afirmou que 25 chamadas de emergência para o Corpo de Bombeiros permanecem sem resposta, incluindo três nas últimas horas, que serão priorizadas.
“Espero que encontrem mais sobreviventes no prédio. Acho que eles fizeram o possível, os bombeiros trabalharam muito”, disse a moradora Jacky Kwok. “É uma tragédia terrível que ninguém queria que acontecesse.”

Os socorristas enfrentaram calor intenso, fumaça densa e desabamento de andaimes e escombros enquanto lutavam para alcançar os moradores que se temia estarem presos nos andares superiores do complexo.
Na quinta-feira, uma mulher desesperada, carregando a fotografia de formatura da filha, procurava pela criança do lado de fora de um abrigo, um dos oito que, segundo as autoridades, abrigavam 900 moradores.
“Ela e o pai ainda não saíram”, disse a mulher de 52 anos, que se identificou apenas pelo sobrenome, Ng, enquanto soluçava. “Eles não tinham água para salvar nosso prédio.”
A maioria das vítimas foi encontrada em duas torres do complexo, enquanto os bombeiros encontraram sobreviventes em vários edifícios, disse Chan, mas não deu mais detalhes.
Fonte: Reuters/Farah Master e Anne Marie Roantree











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