A Diretoria de Mobilidade Interna (DMI) do governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Gestão e Governo Digital, divulgou a agenda de próximos leilões com motos. O mais próximo acontece neste mês, com lances iniciando em R$ 1.500 para uma Kasinski Comet 150 e alcançando R$ 18,6 mil para levar a Yamaha XT 660R.
A sessão pública deste leilão acontece no dia 20 de agosto, de forma online, mas o pátio responsável pelos veículos está na cidade de Limeira (SP).
O que tem no leilão
- 106 veículos aptos a circular;
- 2 sucatas com motor ainda podendo ser aproveitado.
Segundo o edital, uma moto apta a circular significa que ela pode retornar a andar em via pública, ficando o comprador responsável pelo registro do veículo perante o órgão ou entidade executivo de trânsito, com o pagamento das respectivas taxas.
A Diretoria de Mobilidade Interna não é responsável pelas peças e afirma que o comprador já está ciente da situação mecânica do veículo, não aceitando posteriores reclamações.
Neste leilão, a Honda XRE 300 de 2016 é a moto com o menor lance inicial, fixado em R$ 300. Ela faz parte do grupo de veículos classificados como sucata, mas ainda possui motor.
Já o modelo mais barato que pode ser retirado em condições de rodar é a Kasinski Comet 150, com lances a partir de R$ 1.500.
A visitação pública dos lotes estará disponível nos dias 18 e 19 de agosto, das 9h às 12h e das 14h às 17h. A retirada das motos poderá ser feita entre 11 de setembro e 3 de outubro.
O pagamento pode ser realizado via boleto bancário, PIX ou cartão de crédito.
Outros destaques do leilão
- Yamaha XT 660R de 2016
Lance inicial: R$ 11.000 - Honda XRE 300 de 2016
Lance inicial: R$ 8.000 - Yamaha Lander XTZ250 de 2011
Lance inicial: R$ 5.300 - Honda XRE 300 de 2016 (sucata)
Lance inicial: R$ 300
O lance mínimo é o valor de partida para as ofertas. A avaliação estimada para cada veículo é calculada com base nos valores praticados pelo mercado e no estado de conservação da unidade.
Os leilões são abertos a todas as pessoas e empresas, mas são vedadas as participações das que:
- Estão suspensas ou impedidas de fazer contratos com o governo;
- Foram consideradas inidôneas (não confiáveis) por órgãos públicos;
- Têm ligação profissional, comercial ou pessoal com quem organiza o leilão;
- Não têm representante legal no Brasil com autorização para responder legalmente;
- Foram punidas pelo CADE por prática contra a concorrência;
- Receberam punição por crimes ambientais;
- Foram condenadas por improbidade administrativa;
- Foram proibidas de contratar pelo Tribunal de Contas do Estado de SP;
- Descumpriram a Lei de Acesso à Informação;
- Estão registradas em cadastros de empresas punidas por corrupção ou outras irregularidades.
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Yamaha XT 660R de 2016, com lance mínimo de R$ 18.600. Foto: divulgação/DMI
Dicas para participar de leilões
Como em qualquer leilão, é preciso analisar minuciosamente cada item para saber qual faz sentido na sua garagem.
Existem dois tipos de leilões: os particulares e os públicos. A primeira pergunta que o consumidor pode se fazer é: de onde vêm esses veículos?
Os leilões públicos costumam ofertar modelos que foram apreendidos ou abandonados. De acordo com Otávio Massa, advogado tributarista, esses veículos têm origem em operações de fiscalização aduaneira e foram retidos por questões legais, fiscais ou por abandono em recintos alfandegados.
Existem também os carros inservíveis de órgãos públicos, como os que já não têm mais utilidade para o propósito governamental e são vendidos para reutilização ou como sucata.
“Os veículos são vendidos no estado em que se encontram, sem garantias quanto ao seu funcionamento ou condições, e o arrematante assume todos os riscos”, explica Massa.
Em meio aos riscos, há excelentes preços. Porém, existe um passo a passo para verificar o estado do carro, que vamos falar adiante.
Diferentemente das revendas oficiais ou multimarca, não é oferecida uma garantia para o produto. É nesse momento que o consumidor tem que ligar o alerta: produtos de leilões particulares podem ter garantia para apenas alguns itens. Os públicos, por sua vez, não têm garantia.
Por isso, é importante checar se é possível fazer uma vistoria presencial no modelo antes de pensar no primeiro lance.
Luciana Félix, que é especialista em mecânica de automóveis e gestora da Na Oficina, em Belo Horizonte, lembra ainda que a burocracia pode ser um grande empecilho para o uso do item leiloado. Um exemplo que ela cita é o de um carro aprendido, que pode ter problemas na documentação.
“Esses carros já vêm com burocracias devido ao seu histórico. (…) Às vezes, são carros que necessitam de uma assistência jurídica. Você tem que contratar um advogado para fazer toda a baixa dessa papelada”, alega a especialista.
Prudência e dinheiro no bolso
De acordo com Thiago da Mata, da Kwara, inspecionar o veículo é de suma importância. Afinal, os carros podem ter distintos estados de conservação, o que tem que entrar na lista de preocupações de quem participa de um pregão.
“[Os veículos] podem tanto estar em bom estado de conservação, como também é possível que tenham ficado em pátio público durante um período de tempo importante”, afirma.
Os carros podem ter marcas provocadas pelo período em que ficaram expostos ao clima: pintura queimada, oxidação da lataria, manchas provocadas pela incidência solar. E esses reparos também precisam entrar no planejamento financeiro do comprador.
Idealmente, a inspeção deve ser feita de forma presencial, segundo os especialistas consultados nesta reportagem.
Ao verificar um carro, por exemplo, é preciso verificar tudo: bancos, painéis de porta, console central, volante, conferir os equipamentos, a quilometragem, ligar o carro, abrir o capô, checar a existência de bateria de 12V e, se possível, levar um especialista ou mecânico de confiança para checar as partes técnicas e prever possíveis custos extras com manutenção.
Luciana Félix, que é especialista em manutenção, diz que o consumidor precisa ver até o histórico de manutenção, se possível. E documentar tudo com fotos.
“Comprar carros em leilão é tipo um investimento de risco, você pode se dar muito bem ou muito mal, pois você não poderá andar com o carro para saber como está o seu motor ou câmbio, pois todos os veículos estão lacrados”, argumenta a proprietária da Na Oficina.
É importante ressaltar que essa é a mesma verificação que se faz ao comprar um automóvel usado, seja presencial ou via marketplace: deve ser feita uma avaliação técnica, além de checagem da quilometragem rodada e documentação do ativo.
“Importante que seja feita a verificação de débitos ou algum tipo de bloqueio para venda, pois a responsabilidade por estes pagamentos pode ser diferente de leilão para leilão. Estas informações devem estar presentes no Edital, que deve ser lido com atenção antes que qualquer lance seja dado”, alerta Thiago da Mata, da Kwara.
Quando a compra é feita pela internet e não existe a possibilidade de visitar o produto, é indicado solicitar uma vídeo chamada para fazer essa inspeção. Não é o ideal, mas já ajuda a verificar o estado do carro, mesmo que seja à distância.
O que verificar
- Documentação: incongruências jurídicas;
- Custos para regularização;
- Estado de conservação do carro;
- Custos para restauro;
- Condições de compra;
- Inspeção mecânica e de equipamentos.
Assim, se você vai participar de um leilão pela primeira vez, atente-se para os seguintes passos.
- Estude: leia o edital e entenda as regras do leilão;
- Verifique a procedência: se certifique que o veículo não tem pendências legais;
- Defina um orçamento: estabeleça um limite máximo de gastos;
- Inspecione: se possível, veja o veículo pessoalmente ou solicite um relatório detalhado;
- Experiência: participe de leilões menores para entender a lógica de funcionamento.
LEMBRE-SE: Utilize apenas canais oficiais para se comunicar com o leiloeiro e verifique sempre a autenticidade das mensagens. Evitar fraudes já é um bom começo.
Fonte: g1/André Fogaça











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