Horas depois de uma audaciosa operação militar que depôs o líder Nicolás Maduro do poder e o removeu do país, o presidente Donald Trump disse, no sábado (3), que os Estados Unidos administrariam a Venezuela, pelo menos temporariamente, e explorariam suas vastas reservas de petróleo para vender a outras nações.
A ação dramática coroou uma intensa campanha de pressão do governo Trump sobre a nação sul-americana e seu líder autocrático, além de meses de planejamento secreto, resultando na ação americana mais assertiva para alcançar uma mudança de regime desde a invasão do Iraque em 2003.
Especialistas jurídicos imediatamente questionaram a legalidade da operação. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu em um discurso que os EUA libertassem Maduro e o chamou de líder legítimo do país, antes que a Suprema Corte da Venezuela ordenasse que ela assumisse o cargo de presidente interina.
Falando a repórteres horas após a captura de Maduro, Trump revelou seus planos de explorar o vácuo de liderança para “consertar” a infraestrutura petrolífera do país e vender “grandes quantidades” de petróleo para outros países.
Maduro e sua esposa , detidos durante a noite em sua casa em uma base militar, foram levados a bordo de um navio de guerra dos EUA a caminho de enfrentar um processo do Departamento de Justiça que os acusa de participação em uma conspiração de narcoterrorismo.
Um avião transportando o líder deposto pousou por volta das 16h30 de sábado em um aeroporto nos subúrbios ao norte da cidade de Nova York. Maduro foi escoltado para fora do jato, descendo cautelosamente uma escada antes de ser conduzido pela pista cercado por agentes federais. Vários agentes o filmaram com seus celulares enquanto ele caminhava.
Ele foi então levado de helicóptero para Manhattan, onde um comboio de veículos policiais, incluindo um carro blindado, o aguardava para levá-lo rapidamente a um escritório próximo da Administração de Combate às Drogas dos EUA (DEA).
Um vídeo publicado nas redes sociais por uma conta da Casa Branca mostrou Maduro, sorrindo, enquanto era escoltado por dois agentes da DEA que o seguravam pelos braços.
A previsão era de que ele fosse detido enquanto aguardava julgamento em uma prisão federal no Brooklyn. Autoridades americanas não confirmaram imediatamente a presença de Maduro na prisão, mas a mesma comitiva de veículos que o levou do heliporto até o escritório da DEA foi vista chegando ao centro de detenção na noite de sábado.
Fonte: Associated Press (AP)/Eric Tucker











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